FIIs

Mesmo com alterações nas regras do IR, FIIs seguem isentos de tributação. Como investir?


Os dividendos recebidos de Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs) continuarão com rendimentos isentos, como propõe a última versão que altera as regras do Imposto de Renda (IR) apresentada pelo relator do projeto, o deputado federal Celso Sabino (PSDB-PA), e aprovada pela Câmara dos Deputados no início do mês.

Cerca de 1,5 milhão de investidores, que migraram da caderneta de poupança para os FIIs nos últimos anos, permanecerão beneficiados pela medida. 

O texto original encaminhado pelo Ministério da Economia ao Congresso Nacional, no âmbito da segunda fase da Reforma Tributária, defendia que os FIIs fossem tributados em 15%. Segundo cálculos do Poder360, cerca de R$ 850 milhões deixarão de ser arrecadados pela Receita Federal em razão dessa isenção que, se derrubada, entraria em vigor a partir do próximo ano.

Hoje, os FIIs são tributados em 20% se houver ganho de capital pela valorização das cotas através de suas vendas.

Confira o que são os Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs), quem são as pessoas aptas e como investir nessa modalidade.

O que são Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs)?

Os Fundos de Investimento Imobiliários (FIIs) são uma classe de ativos de renda variável que reúne cotistas para, com os recursos levantados, aplicar em ativos do mercado imobiliário.

Quais são os tipos de Fundos Imobiliários (FIIs)?

Fundos de tijolo: Os fundos de tijolo – ou de renda – são aqueles que investem em ativos físicos, como imóveis urbanos ou rurais, com fins comerciais ou residenciais. Alguns exemplos são prédios de escritórios, galpões logísticos, hospitais, hotéis, lajes corporativas, lojas e até shopping centers e supermercados.

Fundos de papel: Os fundos de papel – ou de recebíveis – investem o patrimônio dos cotistas em títulos, ações e outros ativos comercializados na bolsa e estão ligados ao setor imobiliário – como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário).

Fundos de fundos: São aqueles que existem para comprar cotas de outros Fundos Imobiliários e, assim, permitem diversificar a carteira.

Como investir em Fundos Imobiliários (FIIs)?

Passo 1: abra e mantenha uma conta ativa em uma corretora de valores. 

Passo 2: transfira os recursos para a sua conta na corretora. Verifique o tamanho do aporte que planeja realizar de acordo com a cotação atual do Fundo Imobiliário que você escolheu e faça a transferência.

Passo 3: procure qual Fundo Imobiliário você vai adquirir na plataforma da corretora pelo nome do ticker.

Assim como as ações, o código de negociação dos FIIs tem quatro letras seguidas pelo número 11. Por exemplo: HGLG11, XPML11, BRCO11, IRDM11, etc.

Quando o localizar, basta configurar a quantidade de cotas, conferir o valor e fazer a confirmação.

IFIX

Semelhante ao Ibovespa, o índice IFIX foi criado em 2012 com o intuito de ser uma carteira hipotética de referência. A B3 estabelece uma metodologia e cria uma carteira teórica de ativos mais negociados da Bolsa de Valores para ser um termômetro de como anda o mercado de FIIs. A lista do IFIX pode ser um bom ponto de partida para analisar e escolher os seus primeiros investimentos nessa classe de ativos. 

Assim como o Ibovespa, você não compra o IFIX, mas pode montar uma carteira semelhante a ele. 

Quer montar uma carteira diversificada de acordo com o seu perfil de investidor? Fale com um assessor Blue3!

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